Hoje pagamos no Brasil o preço de uma logística ineficiente e ineficaz. Temos um litoral imenso, rios navegáveis mas usamos as rodovias que cortam o Brasil de leste a oeste, de norte a sul. Temos imensas regiões planas e próprias para o uso de ferrovias, mas nossa malha ferroviária utiliza 5 bitolas diferentes, e um trem não consegue sair do sul até o sudeste, pois os trilhos são incompatíveis. Nossa agricultura não consegue escoar a produção do Centro-Oeste até o litoral de maneira eficiente Nossa indústria sofre com custos logísticos imensos atrapalhando nossa competitividade internacional. Nossos aeroportos com tantos atrasos e cancelamentos. Assim, sem segurança nas estradas e com uma péssima infra-estrutura de transportes, vamos perdendo competitividade e nossas empresas deixam de crescer. Lembrando que ainda temos o desafio de receber uma COPA e uma OLIMPIADAS pela frente.
Há executivos maiores que as empresas que fundaram ou lideraram. Larry Ellison, da Oracle. Jack Welch, da General Electric. Rolim Amaro, da Tam. Rupert Murdoch, da News Corp. Lee Iacocca, da Chrysler. Eike Batista, da EBX. É impossível desatrelar um do outro também porque todos foram personagens interessantes. Mas nenhum se compara a Jobs: ele não é apenas um executivo excepcional, mas um personagem ainda melhor.
A Apple é a empresa mais influente da história da computação pessoal, do ousado lançamento do Macintosh em 1984 ao início da era do pós-PC nos últimos anos. Sob a batuta de Jobs, a Apple se especializou em inaugurar – e dominar – mercados. Foi assim com o iPod e os tocadores de MP3. Foi assim com o iPad e os tablets. Foi assim com a iTunes Store e as músicas e vídeos digitais. Foi assim com a Pixar e a animação digital. Foi assim com a App Store e as lojas de aplicativos. Quando não chegou antes, a Apple se tornou referência. O maior exemplo disto são os smartphones. A partir de 2007, as então líderes do setor tinham que responder ao iPhone. Quem não conseguiu (e aí você pode colocar Nokia, Motorola e Microsoft), se deu mal. A Samsung virou vice-líder no setor aproveitando o vácuo da primeira: a Apple, com quem troca tapas e beijos.
Mas não se restringe apenas aos resultados financeiros. A combinação entre jeans, blusa de gola alta e tênis de Jobs também estará em milhões de guarda-roupas. O discurso em Stanford será reproduzido, citado e copiado milhões de vezes em frases de motivação. Cursos tentarão ensinar o timing preciso das suas apresentações a executivos estabanados. De uma hora para outra, “Stay hungry, stay foolish” passou de frase perdida na contracapa de uma revista a mantra. A história da adoção, o abandono da faculdade, a luta contra o câncer de pâncreas, a demissão da empresa que ajudou a fundar, o amor incondicional aos Beatles e a Bob Dylan… As pessoas têm Steve Jobs como referência e isto extrapola qualquer esfera corporativa.
Em 14 anos, Steve Jobs transformou uma empresa prestes a falir na mais valiosa do mercado e está saindo do dia a dia (já que continuará como presidente do conselho) no auge. “Isto não é o show de um homem só”, disse Jobs à Business Week em 1998 sobre o simbolismo do seu retorno à Apple. Continua não sendo – Cook, o magrelo workaholic viciado em pedalar, é o novo maestro de uma empresa que parece estar nos trilhos para os próximos anos de crescimento. O legado de Jobs - na tecnologia ou fora dela – já está consolidado. Mas como substituir um cara destes? Não se substitui.
Silvio Santos nasceu em 12 de dezembro de 1930, nobairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Seu nome: SenorAbravanel. Seus pais: Alberto e Rebeca. Ele imigrante da Grécia, ela da Turquia. O casal teve mais cinco filhos. Classe média, o pai era proprietário de uma pequena lojade artigos para turistas. Determinando a ter carreiraprópria, enveredou pelo trabalho informal. Foi ser camelô,mas estudou e completou o curso de contabilidade. Criou truques, em suas vendas e fez sucesso. Aos 14 anos, quando Getúlio Vargas caiu, Silvio Santospercebeu que as pessoas deveriam renovar ou mesmo tirarseu título de eleitor. Na avenida Rio Branco, no Rio,aparecia na hora em que o guarda da esquina saia para oalmoço e então "faturava" bastante, vendendo suascarteirinhas. Depois partiu para as barcas Rio - Niterói e faturou aindamais. Colocava música, falava com entusiasmo sobre seusprodutos e, ao mesmo tempo, divertir as cariocas. Distribuía cartelas de bingo e também fazia sorteios.Daí percebeu o valor de sua voz. Foi à Rádio Nacional econheceu Manoel da Nóbrega. Em 1957 se tornou administrador do "Baú da Felicidade",criação de Nóbrega. Foi quando Sílvio Santos, adotourealmente esse nome e se casou com Maria Aparecida, a Cidinha, com tem teve: Cintia e Sílvia. Quando Cidinha faleceu, na década de 70, Sílvio Santosveio a se casar com Iris e nasceram: Daniela, Patrícia,Rebeca e Renata. Em 1962, Sílvio começou na Televisão Paulista, com o programa: "Vamos brincar de Forca?Começou comprando o programa e vendendo aospedaços. Tinha jeito para o negócio. Comprou ações da TV Record, em 40%, mas seu nomeainda não aparecia. A TV Paulista passou a ser TV Globo,que quis mudar o contrato com Sílvio Santos. Este nãoquis, mas em seguida ganhou a concessão para montar aTVS, que mais tarde passou a S.B.T. A programação ficoubaseada em desenhos, pois a emissora só tinha umestúdio. Em 1980 a TV TUPI saiu do ar e a Record e o SBT seassociaram. No dia 19 de 1981, às 10 horas da manhã,Silvio Santos tomou-se posse dos quatros canais do grupoSílvio Santos. Emissora sempre com estilo próprio, nunca deu muitaimportância ao núcleo dramaturgia, que sempre subiu edesceu, em suas escolhas. Houve um tempo em que Silvio Santos, atendendo asolicitação do meio político, acabou por aceder e secandidatar. Mas desistiu, pois sabia que ele próprio eramais um homem da mídia e um grande empresário. Retirouseu nome das listas e dos assédios políticos e voltou aosseus trabalhos. Mas em 2001 sua família foi vítima de seqüestros, primeiroa filha Patrícia e depois o próprio Sílvio. A televisão e opúblico brasileiro pararam, pois todos se chocaram com asnotícias e ficaram preocupados com o homem que se fezpor si, por seu trabalho, por seu devoto. Felizmente tudoterminou bem e Sílvio Santos voltou a aparecer e cantar:"Agora é Hora/ De Alegria/ Vamos Sorrir e Cantar/ DoMundo não se leva Nada/ Vamos Sorrir e Cantar SílvioSantos vem aí"...
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Samuel Klein (Zaklików, Polônia, 15 de novembro de 1923)é um empresário judeu polonês dono da conhecida rede delojas de departamento brasileira Casas Bahia. Começou a trabalhar com o pai como marceneiro até ainvasão dos nazistas, quando foi levado para Maidanekpelo pai. Maidanek era o terceiro maior campo deconcentração durante a Segunda Guerra Mundial. Klein foicom o pai para Maidanek, enquanto a mãe e os irmãosforam para Treblinka. Foi levado junto com outrosprisioneiros para Auschwitz em 1944, após a libertação daPolônia.
Caminharam 50 quilômetros a pé até o rio Vizla(maior rio da Polônia). Fugiu dos soldados numa tentativaousada no dia 22 de Julho. Suas palavras: "Fui meescondendo e entrando no trigal cada vez mais. Não seipara onde estava indo, mas tinha a certeza de me afastardo grupo." Passou a noite na plantação.
Ao acordar,encontrou-se com poloneses cristãos também fugidos, queo acolheram e ajudaram a fugir. Samuel chegou a voltar para sua antiga casa, que estava totalmente arrasada. Trabalhou numa pequena fazenda nas proximidades emtroca de comida. Com o fim da guerra, encontrou-se com airmã Sezia e o irmão Salomon (que vivem hoje em NovaIorque). Depois da guerra, os irmãos Klein foram para aAlemanha administrada pelos norte-americanos (com adivisão do Muro de Berlim). Conseguiram reecontrar vivo opai. Viveram em Munique de 1946 até 1951. Nesta grandecidade alemã, Samuel conheceu Chana, com quem secasou. Sentiram que era hora de deixar a Europa ereconstruir a vida em outro lugar. O pai foi para Israel, junto com a outra irmã Esther. Samuelqueria emigrar para os Estados Unidos, mas nãoconseguiu. A cota de emigração estava cheia. Decidiu irpara a América do Sul, onde tinha alguns amigos.Conseguiu visto para a desconhecida Bolívia e lá chegoucom a esposa e o filho. Em 1952 a Bolívia vivia uma situação social muitocomplicada, com disputas políticas violentas e umarevolução em curso. Klein recordou-se de uma tia que viviano Rio de Janeiro. Com a mulher e o filho embarcou noprimeiro avião de La Paz para a então capital brasileira. Emmenos de dois meses conseguiu autorização para viver noBrasil. Estabeleceu-se em São Caetano do Sul, na Grande SãoPaulo com a família. Foi quando começou a trabalhar comocomerciante. Tornou-se mascate, vendendo roupas decama, mesa e banho de porta em porta,com uma charrete. Em cinco anos de dedicado trabalho, conseguiu capitalpara abrir sua primeira loja, chamada Casas Bahia. Era asua homenagem a seus fregueses, na maioria retirantes baianos vindo tentar a sorte na região. Hoje são mais de 500 lojas e o maior depósito dedistribuição da América Latina. As Casas Bahia tornaramseuma das maiores redes de varejo do País.
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Parecia não haver futuro para os automóveis do início do século 20: eram caros, difíceis de dirigir e de fazer funcionar. Até que Henry Ford criou a fábrica moderna e umcarro simples, acessível e fácil de usar. Lançado em 1908, a 850 dólares cada, o Modelo T foi um sucesso e foramvendidos 15 milhões em cerca de 20 anos. Ao contrário dos outros modelos, não eram brinquedos quase artesanais para os ricos se exibirem e sim um produto em série parausar todos os dias. Para ter um produto mais barato, Ford inventou a linha demontagem. As várias etapas de fabricação foramdistribuídas ao longo de uma esteira rolante e cadaempregado deveria acoplar um componente padronizado. A idéia era evitar hesitações e perda de tempo. Gente de todos os Estados Unidos foi atraída pelo trabalhoque era repetitivo e cansativo, mas bem pago: cincodólares por jornada de oito horas de trabalho - o dobro que se pagava na época por 12 horas. Além da criação deuma classe média, essas mudanças provocaram grandestransformações econômicas e sociais, conhecidas comofordismo. Com o avanço de Ford e seus concorrentes, defornecedores de peças, de revendedores e oficinas dereparos, os postos de gasolina e as estradas asfaltadas semultiplicaram. Com o carro, as pessoas puderam viajarmais e morar longe das áreas centrais. A poluição, o barulho, os acidentes e os congestionamentossubstituíram outros problemas urbanos: no início doséculo, os cavalos espalhavam em Nova York mais umatonelada de esterco e 200 mil litros de urina por dia. Nascido e criado numa fazenda, passou a infânciadesmontando coisas, especialmente relógios. Começou acarreira como mecânico, engenheiro e, depois, tornou-sedono de um império com siderúrgicas, usinas, navios,ferrovia e minas de carvão. Apesar de empresário genial, era mau administrador. Gostava da fábrica e não doescritório. Não tinha paciência para balanços, detestavabanqueiros e mantinha dinheiro vivo no cofre.Também não era muito bom em marketing. Durante 19anos, produziu apenas o Modelo T preto. Um dos slogans da campanha de vendas era exatamente esse: você podeter o Ford que quiser, desde que seja na cor preta. Lançou oModelo A em 1927, com mais cores, mas já estava sendoultrapassado pela General Motors. Ford sofreu seu primeiro acidente vascular cerebral em1938, o que o afastou da vida pública. Ele morreu aos 83anos de hemorragia cerebral. O fordismo teve seu ápiceapós a Segunda Guerra, e, nos anos 1970, houve queda daprodutividade e lucros, o que obrigou a uma revisão dafilosofia produtiva criada e implantada pelo fundador doimpério Ford.
Fonte: NetSaber
"O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência". Henry Ford _______________________________________________________________________________ SAM WALTON
Samuel Moore Walton (Kingfisher, 29 de março de 1918 – 5
de abril de 1992) foi o fundador da maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart, e de outra também entre as maiores, o Sam's Club. Ele é o patriarca da Família Walton, a família mais rica do mundo.
Na época de estudante, Sam foi eleito o rapaz mais versátil e tornou-se presidente do corpo de estudantes. Formou-se em economia no ano de 1940. Seu sócio e irmão James Walton (apelidado de Bud), formou-se pela academia militar.
A primeira experiência dos Waltons foi como trainees numa loja em Oklahoma, conhecida como DuPont. A primeira loja dos Waltons foi uma franquia da rede Ben-Franklin, na cidade de Newport - em 1945. Bud e sua esposa Audie associaram-se a Sam e Helen por um ano, até comprarem sua própria loja. O casal Walton transformou a loja, que operava com prejuízos em uma das maiores unidades da rede Ben-Franklin em Arkansas.
Vendo o sucesso em 1949, o proprietário que alugava o imóvel para os Waltons pediu-a de volta.
Os Waltons mudaram-se para Bentonville (Arkansas), uma pequena cidade na montanha Ozark. Em 1951, o casal passou a administrar uma pequena loja de variedades e de baixo volume, seu nome WALTON’S 5 & 10. Entre 1951 e 1962, Sam percorreu vários outros tipos de negócios (concorrentes como K-Mart). O conceito da empresa KMart era simples: mercadorias de preços baixos com qualidade e com ênfase no auto-serviço. Isto levou Sam a considerar um novo tipo de conceito: as Lojas de Descontos.
Então, Sam e seu irmão Bud, resolveram fundar o Wal-Mart em 1962, com a abertura de sua primeira loja na cidade de Rogers, estado do Arkansas, com o nome de Wal-Mart Discount City.
Dois anos após sua fundação, a rede já contava com 24 lojas e um faturamento de US$ 12,6 milhões.
Atualmente é uma das maiores empresas do mundo (maior em faturamento, que chega a cerca de US$ 256 bilhões) e a maior em sua categoria dentro do competitivo mercado americano com 8% de participação (maior que Carrefour, Kroger e Royal Ahold juntas), operando cerca de 4,9 mil lojas.
Sam morreu no dia 5 de abril de 1992, de um tipo de Mieloma múltiplo. Após a morte de Sam Walton em 1992 sua fortuna era
estimada em US$ 25 bilhões, em 2003 após divulgada a lista dos americanos mais ricos do mundo, Helen, Alice, Jim, John e Robson Walton – respectivamente a viúva e os filhos de Sam Walton - ocupavam da quarta à nona posição.
Com fortunas de US$ 20,5 bilhões por cabeça, os herdeiros consolidaram-se na posição de família mais rica do mundo, com patrimônio conjunto de US$ 102,5 bilhões.