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"" LOGÍSTICA custa dinheiro. Erros no gerenciamento LOGÍSTICO custam clientes ! ""

"" LOGÍSTICA custa dinheiro. Erros no gerenciamento LOGÍSTICO custam clientes ! ""

Hoje pagamos no Brasil o preço de uma logística ineficiente e ineficaz. Temos um litoral imenso, rios navegáveis mas usamos as rodovias que cortam o Brasil de leste a oeste, de norte a sul. Temos imensas regiões planas e próprias para o uso de ferrovias, mas nossa malha ferroviária utiliza 5 bitolas diferentes, e um trem não consegue sair do sul até o sudeste, pois os trilhos são incompatíveis.

Nossa agricultura não consegue escoar a produção do Centro-Oeste até o litoral de maneira eficiente
Nossa indústria sofre com custos logísticos imensos atrapalhando nossa competitividade internacional.
Nossos aeroportos com tantos atrasos e cancelamentos.
Assim, sem segurança nas estradas e com uma péssima infra-estrutura de transportes, vamos perdendo competitividade e nossas empresas deixam de crescer. Lembrando que ainda temos o desafio de receber uma COPA e uma OLIMPIADAS pela frente.

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Treinamento

Quanto mais suor derramado em treinamento, menos sangue será derramado em batalha.

Dale Carnagie

As principais rodovias do Brasil

O Brasil é um país de dimensões continentais e apesar de ter uma costa marítima e uma bacia hidrográfica perfeitamente navegáveis, elas são muito pouco exploradas para a logística. Historicamente, o transporte rodoviário sempre foi dominante, com reduzidos investimentos às modalidades ferroviária e fluvial.

Estima-se que mais de 60% das cargas sejam transportadas pela via rodoviária. O Brasil tem a quarta maior rede de estradas e rodovias do mundo, em quase 1,8 milhões de quilômetros de extensão. A frota de caminhões e ônibus é estimada em cerca de 40 milhões de veículos.
Assim, tem-se a conjuntura de dominância do transporte rodoviário com as principais rotas logísticas do país. Confira abaixo uma lista com as informações sobre as principais rodovias do Brasil e suas características, bem como os tipos de produtos que são transportados. Continue a leitura!

BR-116

A BR-116 é considerada a principal rodovia do Brasil e também é a maior totalmente pavimentada do país. Ela corta o litoral brasileiro, do Nordeste ao Sul, iniciando-se em Fortaleza (CE) e finalizando em Jaguarão (RS) — fronteira com o Uruguai.
Essa rodovia longitudinal possui uma extensão de, aproximadamente, 4.500 quilômetros, e corta 10 estados: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nomes populares

  1. Via Serrana: trecho entre as cidades de Jaguarão (RS) e Curitiba (PR);
  2. Régis Bittencourt: trecho entre Curitiba e São Paulo;
  3. Presidente Dutra: trecho entre São Paulo e Rio de Janeiro;
  4. Rio-Teresópolis: trecho entre Rio de Janeiro, Teresópolis e Além Paraíba;
  5. Rio-Bahia: trecho que passa pelo território de Minas Gerais;
  6. Santos Dumont: trecho entre Fortaleza e Rio de Janeiro, no entroncamento com a BR-040.

Privatizações

  • CCR Nova Dutra: trecho da Rodovia Presidente Dutra, em São Paulo;
  • CRT: trecho entre Duque de Caxias e Sapucaia;
  • Autopista Régis Bittencourt: trecho de São Paulo a Curitiba;
  • Via Bahia: trecho de Feira de Santana a divisa com Minas Gerais;
  • Autopista Planalto Sul: trecho entre Curitiba (PR) até a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul.

Principais produtos transportados

Soja, milho, feijão, aves e suínos.

BR-101

Também corta o país de forma longitudinal, do Nordeste ao Sul, iniciando em Touros (RN) e finalizando em São José do Norte (RS). Possui uma extensão de 4.772,4 quilômetros.
Construída pelo Exército Brasileiro, a rodovia mais extensa do Brasil passa por 12 estados: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Nomes populares

  • Rodovia Translitorânea;
  • Rodovia Governador Mário Covas (nome oficial em toda a extensão);
  • Rodovia Rio-Santos: trecho do Rio de Janeiro a Santos;
  • Presidente Nilo Peçanha: no estado do Rio de Janeiro.

Privatizações

  • Autopista Litoral Sul: alguns trechos no Paraná e Santa Catarina;
  • Eco101: trecho da divisa entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo até a Bahia;
  • Ecoponte: Ponte Rio-Niterói;
  • Autopista Fluminense: trecho entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo.

Principais produtos transportados

Industrializados de origem animal, químicos, celulose, grãos, aves e suínos.

BR-381

A BR-381, uma das principais rodovias do Brasil, possui uma extensão de, aproximadamente, 1.200 quilômetros, iniciando em São Mateus (ES) — no entroncamento com a BR-101 — e finalizando em São Paulo (SP) — no entroncamento com a BR-116.
Atravessa os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Nomes populares

  • Rodovia Fernão Dias: trecho entre Contagem (MG) a São Paulo;
  • Miguel Curry Carneiro: trecho entre São Mateus e Nova Venécia, no ES.
  • ES-381: dentro do estado do Espírito Santo.

Privatizações

  • Autopista Fernão Dias: trecho entre Contagem (MG) a Guarulhos (SP).

Principais produtos transportados

Industrializados e produção siderúrgica.

BR-040

A BR-040 é uma rodovia radial que se inicia em Brasília (DF) — no entroncamento com a BR-450 — e finaliza no Rio de Janeiro (RJ), na Rodoviária Novo Rio. Possui 1.178,7 quilômetros de extensão e atravessa o Distrito Federal, além dos estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nomes populares

  • Rodovia Presidente Juscelino Kubitschek: trecho entre Brasília (DF) e Petrópolis (RJ);
  • Rodovia Washington Luís: trecho entre Petrópolis (RJ) e Rio de Janeiro (RJ);
  • BR-135: trecho de Sete Lagoas (MG).

Privatizações

  • Via 040: trecho do Distrito Federal a Juiz de Fora;
  • Concer: trecho de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro.

Principais produtos transportados

Derivados de parques siderúrgicos, carvão, eucalipto, móveis e industrializados.

BR-364

Possui cerca de 4.300 quilômetros de extensão, é uma rodovia diagonal que se inicia em Limeira (SP) — no km 153 da SP-330 — e vai até Rodrigues Alves (AC) — fronteira do Brasil com o Peru. Atravessa os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre.

Nomes populares

  • Rodovia Marechal Rondom;
  • Rodovia Washington Luís (SP-310): em São Paulo, até o km 293;
  • Rodovia Brigadeiro Faria Lima (SP-326): São Paulo até a divisa com o estado de Minas Gerais;
  • Rodovia Chiquilito Erse: em Porto Velho (RO);
  • Rodovia Governador Edmundo Pinto: trecho entre Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

Principais produtos transportados

Soja, milho, produtos de mineração e pecuária.

A importância de saber essas informações

Ter o conhecimento sobre a malha rodoviária do Brasil é essencial para otimizar o planejamento de rotas, considerando as características, restrições, cobranças de pedágio (que influenciam no valor do frete), entre outras coisas. Nesse sentido, é possível diminuir os custos referentes ao transporte de produtos.
Além disso, essas informações podem ajudar o gestor na hora de decidir sobre a localização ideal para os centros de distribuição, levando em consideração a capacidade de escoamento das cargas e a proximidade com os clientes — que são os principais fatores para a elaboração dessa estratégia, além dos aspectos tributários.
Saber quais são as principais rodovias do Brasil ajuda a melhorar o posicionamento da empresa, tanto em relação à proximidade com seus clientes finais, quanto na definição de estratégias de transporte, o que pode ajudar a aprimorar os prazos de entrega dos pedidos.
fonte:http://www.bloglogistica.com.br/mercado/as-principais-rodovias-do-brasil/

Acrescento aqui outras 02 importantes rodovias, ambas passam por Uberlândia no Triangulo Mineiro, tem grande importância para a economia do país, pois é estratégica para o movimento de fluxos de todos os tipos de mercadorias interligando vários modais de transporte a várias regiões. 

BR-050 
é uma Rodovia Federal radial do Brasil. Seu ponto inicial é em Brasíli
a (DF) e o final em Santos (SP). Passa pelos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo. É considerada como uma das rodovias mais movimentadas do país, pois liga a capital federal à maior metrópole brasileira, São Paulo;
O trecho paulista da rodovia encontra-se sob jurisdição do governo estadual, tendo a denominação SP-330 (Anhanguera) no trecho que liga Igarapava a São Paulo e SP-150 (Anchieta) no trecho entre São Paulo e Santos.
Por conta de nestes trechos a rodovia estar sob jurisdição estadual, a mesma perde a nomenclatura original, sendo parte integrante na malha rodoviária do estado.
fonte:https://pt.wikipedia.org

BR-365 
é uma importante rodovia diagonal federal brasileira que liga as regiões Nordeste - Centro Oeste. A BR-365 liga duas cidades importantes de Minas Gerais: Montes Claros - Uberlândia, além de ligar Uberlândia a BR-364 (divisa de Minas Gerais e Goiás), rumo ao Mato Grosso.A rodovia também faz cruzamento com outras rodovias importantes como a BR-040 e a BR-354.
fonte:https://pt.wikipedia.org

Datas especiais para Profissionais da Logística



v 30/01 – Dia do Portuário
v 27/02 – Dia do Agente Fiscal da Receita Federal
v 22/04 – Dia da Força Aérea Brasileira
v 30/04 – Dia do Ferroviário
v 13/05 – Dia da Estrada de Rodagem e do Automóvel
v 25/05 – Dia da Indústria
v 06/06 – Dia da Logística
v 11/06 – Dia da Marinha
v 12/06 – Dia do Correio Aéreo Nacional
v 30/06 – Dia do Caminhoneiro
v 25/07 – Dia do Motorista
v 27/07 – Dia do Motociclista
v 26/09 – Dia Marítimo Mundial
v 28/09 – Dia do Hidrógrafo
v 12/10 – Dia do Mar
v 23/10 – Dia da Aviação e do Aviador
v 11/12 – Dia do Engenheiro
v 13/12 – Dia do Marinheiro
v 28/12 – Dia da Marinha Mercante
fonte:https:/www.axado.com.br

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Percentual de entregas de produtos não perecíveis com atraso está muito elevado!

A equipe do ILOS realiza desde 1994 a Pesquisa de Customer Service, na qual avalia a percepção dos supermercadistas com relação a um conjunto de dimensões do serviço logístico, como disponibilidade, frequência de entrega, pontualidade, entre outras, da indústria de bens de consumo.
O resultado da pesquisa de 2015 mostra uma situação preocupante no que se refere ao cumprimento do prazo de entrega acordado para produtos não perecíveis: a prática média do mercado fornecedor é atrasar entre 18% e 34% dos pedidos, dependendo da região do país, muito longe da expectativa dos supermercadistas, como mostra a Figura
Este desempenho resulta em elevados índices de insatisfação dos supermercadistas, conforme pode ser observado na Figura 2. Mesmo considerando os fornecedores tidos como benchmarks do mercado, ainda encontramos um percentual de supermercadistas insatisfeitos muito elevado. Isto porque o atraso na entrega influencia diretamente na disponibilidade de produtos, resultando em rupturas no varejo ou em níveis de estoques mais elevados.


Além disso, este padrão de serviço dificulta a implementação de estratégias mais sofisticadas, como Omni-channel.
Como imaginar a integração das múltiplas plataformas de vendas e distribuição, que exigem grande velocidade de reação da cadeia, com quase um terço dos pedidos chegando com atraso?

Referência
http://www.ilos.com.br/web/analise-de-mercado/relatorios-de-pesquisa/customer-service-alimentos-nao-pereciveis/

Impacto do formalismo para o Supply Chain Management no Brasil

No Brasil, existe uma grande quantidade de leis, regras, normas e procedimentos que buscam reduzir riscos, ambiguidades e incertezas, aumentando o controle sobre o comportamento e ação das pessoas.

Isto ocorre devido a característica cultural do formalismo, presente em nosso país. Aparentemente contrário ao personalismo, outra característica marcante de nossa cultura, estas duas parecem se compatibilizar através do “jeitinho”, conforme proposto por Roberto Da Matta.

A consequência disso são discrepâncias entre o que está escrito e o que é feito de fato, resultando na criação de um sem número de atividades e mecanismos de controle nas organizações.

São muitas as evidências que sugerem o excesso de formalização exigido no Brasil na área de Supply Chain Management, como o exemplo recorrente da necessidade de transportar a mercadoria acompanhada de um documento para fiscalização in loco, que é emblemático por reunir as características do formalismo: exigência de documentação escrita e mecanismos de controle redundantes.

Inúmeros outros exemplos poderiam ser apresentados para ilustrar os entraves na área de SCM no Brasil causados pelo formalismo, como o excesso e a complexidade das regras tributárias, os procedimentos alfandegários absurdos…
Este tipo de formalização burocrática é extremamente adversativo para a gestão integrada da cadeia de suprimentos, na medida em que dificulta a fluidez de recursos entre os elos e torna o processo mais lento e dispendioso.
Outra queixa recorrente dos executivos da área, o desperdício de tempo, está de um lado relacionado com o formalismo (suas ineficiências e duplas checagens), e de outro com a própria relação do brasileiro com a passagem do tempo e a baixa orientação ao cumprimento dos planos.
Esta não é uma característica que afeta exclusivamente o SCM, mas especialmente, uma vez que a agilidade e a produtividade são benefícios almejados por suas práticas, sendo prejudicado diretamente por esta característica.
Também é evidente que o excesso de formalidades cria dificuldades que acabam por abrir espaço para a corrupção, que pode gerar desigualdade nos mecanismos competitivos, pois nem todos precisariam seguir as mesmas regras ou partem da mesma base de custos, o que desestimula a produtividade e a integração.
Obviamente, a corrupção não é resultado exclusivo da burocracia, como tampouco pode-se descartar sua influência.
Por tudo isso, tão urgente quanto as questões de infraestrutura, a área de SCM, para se desenvolver em nosso país, precisa de uma reforma que desburocratize a operação, simplifique a tributação, elimine “atalhos”, evite a corrupção e favoreça a associação entre parceiros comerciais.
/em   /por 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

6 dicas que mostram como a logística pode salvar sua empresa


Por que uma boa logística pode salvar sua empresa da crise?
Escrito por Arnaldo Vhieira, 
especialista em estratégia de negócios

Tenho hábito de assistir a um programa em um canal fechado de televisão, o qual tem o título: “Santa Ajuda”. Nele, os participantes recebem em sua residência uma profissional que auxilia na organização de um espaço, descarta para reciclagem objetos e móveis que no momento não têm utilidade além de listá-los e colocá-los em evidência. O objetivo é manter apenas o essencial ao investir na compra de móveis apropriados (sempre com cautela, pois o objetivo é otimizar recursos e espaços) para criar fluidez de circulação e praticidade.
Utilizo o exemplo do programa para afirmar que a logística não salva sua empresa da crise, porém, fornece uma “santa” ajuda, pois estrutura toda a cadeia do processo produtivo, mesmo que sua organização seja da área de serviços. Dessa forma, terá a clareza de onde investir recursos, melhorar processos administrativos e produtivos, aprimorar e fidelizar a relação com os fornecedores (internos e externos) e, consequentemente, atender as expectativas de seus clientes.
Em época de crise, é comum as empresas olharem para o ambiente interno e buscarem respostas para a melhoria de recursos e diminuição dos custos de produtividade, objetivando a lucratividade. Dessa forma, compreender o conceito de logística em sua amplitude permite ao empreendedor alinhar o planejamento de suas estratégias e alcançar o diferencial competitivo.
É comum associar processos logísticos apenas ao transporte de cargas (em todas as modalidades) e ao armazenamento de mercadorias e/ou produtos. Porém, é preciso entender que o planejamento logístico está presente em todas as atividades da empresa: desde a relação com fornecedores, passando pela elaboração e implantação de procedimentos administrativos, a produção de bens e/ou serviços, as estratégias de marketing e comercialização, até chegar ao atendimento das expectativas do consumidor final.
Neste sentido, afirmo que a logística dá o suporte necessário para que toda cadeia produtiva se torne eficaz, garantindo a competitividade do negócio, pois a credibilidade de uma organização está em superar as expectativas dos fornecedores, colaboradores e clientes finais.
Sei que no mundo dos negócios não existe receita mágica para o sucesso, mas utilizo da ousadia, para citar algumas dicas de como fazer um excelente planejamentologístico:
1. Faça uma análise para identificar os desperdícios em todos os processos mal estruturados de produção, atingindo as áreas que direta ou indiretamente estejam envolvidas na confecção de bens e/ou serviços.
2. Certifique-se de que o planejamento abrange desde a localização do seu ponto de venda até o gerenciamento de estoque, passando por boas estratégias de escolha, de um modal de transporte adequado ao atendimento dos seus clientes.
3. Utilize as ferramentastecnológicas a seu favor. Existem vários softwares de controle de estoque, administração de produção, gestão de transporte e, inclusive, de comunicação com os clientes.
4. Faça um bom estudo de suas estruturas físicas de armazenagem, arrumando-as para o atendimento rápido dos pedidos de seus clientes. Preocupar-se com a satisfação do consumidor é um diferencial em tempos de busca de fidelização contínua.
5. Utilize-se da política de logística reversa para criar credibilidade social na empresa. Cada vez mais, clientes fidelizam o consumo em instituições com responsabilidade socioambiental.
6. Avalie cada processo implantado e utilize as informações (mesmo que negativas), como retroalimentação para novos procedimentos. Estar preparado para receber críticas é uma competência que todos na empresa devem desenvolver. A voz e as atitudes do cliente falam muito sobre sua credibilidade.
Diante das dicas acima, lembre-se que um planejamento logístico mal estruturado pode causar danos imensuráveis a uma empresa. O valor do produto está na credibilidade percebida pelos clientes (em todos os níveis), e por meio das atitudes positivas de uma organização. Dessa forma, posso garantir que em épocas de grande competitividade e de crise econômica, o planejamento logístico pode ser de fato uma “Santa Ajuda”.
Arnaldo Vhieira é coordenador do curso de logística do complexo educacional FMU.
Editado por Mariana Desidério, deEXAME.com

http://exame.abril.com.br/pme/noticias/6-dicas-que-mostram-como-a-logistica-pode-salvar-sua-empresa 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O futuro da área de armazenagem


Uma mudança nos tradicionais canais de distribuição, a proliferação do comércio eletrônico, novas tecnologias, equipamentos avançados para aumentar a flexibilidade e uma mão-de-obra inteligente e bem treinada devem prevalecer no futuro da armazenagem.

Graças ao poder cada vez maior da tecnologia da informação e as demandas dos clientes por estoques reduzidos, customização e custos mais baixos, os armazéns estão entrando numa era onde a ênfase estará na movimentação com sincronização, oposto à estocagem, e terão que encontrar meios inovadores para atender estas novas demandas.

As dimensões das caixas continuarão diminuindo na medida que as empresas se esforçam para atender apenas a quantidade de reposição necessária na prateleira do varejista, assim como a habilidade do fabricante em produzir.

O armazém do futuro cada vez mais se tornará a tubulação para unir as empresas na cadeia de abastecimento. O conceito de fluxo sincronizado com o programa de produção é uma característica do armazém moderno. O programa de produção será dinâmico e baseado na demanda do mercado. A ligação entre o programa de produção e a demanda será em tempo real, e não desconexa como anteriormente.

Um armazém nunca se tornará obsoleto porque sempre existirá uma diferença entre os ritmos da demanda e produção. Não importa quão flexível o ambiente de manufatura se torna, muitas empresas nunca serão capazes de combinar exatamente a resposta com a demanda.

O foco do armazém passará da estocagem estática, para o movimento dinâmico. 

Esta mudança significa que os gerentes estarão preocupados com as características do destino em vez das características de estocagem, os centros de distribuição tenderão a ser uma operação de cross-docking e não um acumulador de materiais. Mas a estocagem ocorrerá com incremento de tempo cada vez menor e ocorrerá cada vez mais próxima do mercado, talvez em localizações satélites.

As empresas se afastarão dos tradicionais canais de distribuição. Todavia poderão usar uma rede que começa com um armazém de matéria-prima (localizado nas instalações do fabricante ou fornecedor) que abastecerá o processo de manufatura. Os centros de distribuição regionais serão eliminados onde for possível, e os fornecedores despacharão diretamente para um ponto de uso final, outro local na manufatura ou direto para uma loja.

Os centros de distribuição do amanhã estarão localizados próximos dos centros populacionais e das rotas de transporte. As empresas com múltiplos CDs estarão partindo para uma ou duas instalações principais. Estas serão mais eficientes, mais orientadas para o processo, com mais foco sobre a eficiência da expedição e sistemas de informação. As áreas de estocagem diminuirão e várias outras operações estarão acontecendo dentro do armazém.

As necessidades do armazém do futuro serão avaliadas, baseando-se na cadeia de abastecimento como um todo; graças à moderna tecnologia da informação algumas das tradicionais atividades de armazenagem poderão ser realizadas por terceiros ou eliminadas.

Como exemplo, algumas finalizações ou acabamentos nos produtos que atualmente são feitas na montagem, poderão ser customizadas no armazém antes do envio aos clientes.

Os princípios da “postergação” serão frequentemente usados. No armazém do futuro o que entra não é necessariamente o que sai. Atividades que agregaram valor, como rotulagem final, embalagem, formação de kits e configuração do produto serão realizadas no armazém e não na fábrica. O armazém será um centro de serviços coordenando várias atividades com muitos parceiros na cadeia de abastecimento.

A futura armazenagem pode não ser um prédio específico, pois pode estar na instalação da manufatura, um armazém de terceiros, ou no cliente, ou pode até ser um armazém virtual que se movimenta.

A Internet como um novo canal

A Internet trará um grande impacto como um canal de distribuição, seja do fabricante para o consumidor ou do centro de serviço ao consumidor.

O comércio eletrônico mudará completamente os centros de distribuição. Estamos na era de empresas que literalmente lidam com dezenas de milhares de consumidores individualmente. As empresas mudarão sua capacidade de manufatura para que possam customizar produtos para os consumidores finais e não apenas segmentos de mercado.

A informação será o diferenciador chave do comércio eletrônico. Uma convergência de dados, distribuição, vendas e do pedido, tudo residirá num banco de dados onde os gerentes receberão informações para tomarem as decisões. Sistemas ERP (Planejamento dos Recursos Empresariais) permitirão que as empresas façam a reengenharia de suas cadeias de abastecimento e obtenham grandes ganhos.

A implementação de sistemas em tempo real reduzirá ainda mais o tempo do ciclo do pedido, com mais velocidade e qualidade e aumentará a capacidade de processamento sem erros. Hoje tais sistemas são a exceção em vez de regra. No futuro, tais sistemas serão a regra em vez da exceção.

Para o armazém do futuro, a visibilidade será a chave, rastreando o produto seja na forma de uma matéria-prima, na entrada, ou na forma de produto acabado, na distribuição. Procure um sistema inteligente para comunicação com o sistema de operação, tais como empilhadeiras, transportadores contínuos etc.
Os sistemas de armazenagem serão projetados para “otimizar o movimento dentro do armazém” com sistemas de endereçamento com locação dinâmica e interfaces gráficas para otimizar a localização do produto dentro do armazém.

Graças à inteligência artificial e a contínua evolução dos softwares, os sistemas serão capazes de sugerir cenários e depois executá-los. Isto significa que as pessoas que trabalham com logística terão nas pontas dos dedos a capacidade de reconfigurar e controlar todo o sistema logístico. Isto fornecerá total flexibilidade.

A tecnologia de movimentação de material avançada permitirá flexibilidade no armazém. Avanços da tecnologia permitirão uma movimentação de materiais automatizada para cargas cada vez menores, devido ao giro rápido, de forma confiável e de custo efetivo competitivo.
Sistemas de separação “sem papéis” serão intensamente utilizados nesta década. 

O custo desta tecnologia está caindo e os benefícios estão aumentando, permitindo que mais e mais pessoas adotem a radiofrequência (RF) e equipamento de código de barras, telas de vídeo em consoles, etiquetas de identificação (“smart cards”) por RF que podem ser usadas para identificar cargas unitárias, carretas e contêineres.

O reconhecimento da voz é outra tecnologia sem o uso de papéis que virá. Na verdade a tecnologia da voz pode tornar possível o funcionário de um armazém falar num microfone num idioma, fazer o sistema interpretá-lo para outro e depois responder de volta no idioma original.

Nossas empilhadeiras estarão interligadas com comunicação de dados naturalmente. Pode levar algum tempo para substituir as empilhadeiras de hoje pelas de amanhã. Até lá, então, podemos ver uma série de empilhadeiras com dispositivos portáteis agregados.

A dificuldade de encontrar e manter os funcionários do armazém resultará num ímpeto de tornar o armazém mais favorável ao usuário. Espere para ver mais dispositivos de posicionamento de cargas para que sejam minimizados os esforços em alcançá-los.

Haverá empilhadeiras com assentos, direção e controles, ergonomicamente favoráveis e capazes de acomodar uma ampla faixa de funcionários.

Equipar os armazéns com mão-de-obra mais inteligente e mais rápida, que tenha conhecimento de informática, imporá os desafios aos gerentes dos armazéns do amanhã.

O trabalho em equipe continuará sendo importante nos armazéns do futuro. Isso não significa que as pessoas que operam a instalação não precisarão ser autossuficientes. Continuarão as tendências de eliminar os níveis de supervisão aumentando os de coordenação.

Mas o ambiente para o trabalho de equipe será diferente do que é hoje. Não haverá equipes de recebimento, expedição ou separadores – todos serão operadores de armazém e trabalharão onde se fizer necessário.

Muitos armazéns trabalharão com dois ou três turnos no futuro. Cada vez mais o uso da tecnologia no armazém significará que estes funcionários, em horários alternativos, assim como seus colegas do turno do dia, operem dispositivos de radiofrequência, leitoras de código de barras e saibam se estão trabalhando de acordo.

Com múltiplos turnos, será necessário o suporte técnico por 24 horas para manter os sistemas cada vez mais sofisticados, e de supervisão que pode investigar e corrigir os problemas conforme eles ocorrem.

As empresas precisarão de pessoas de manutenção mais inteligentes que possam usar estes novos sistemas, diagnosticar o problema e orientar o reparo rapidamente.

Fonte:http://www.altamira.com.br/o-futuro-da-area-de-armazenagem/
Na hora de estruturar o seu centro de armazenagem, consulte a Altamira. Dede 1972, a empresa fornece soluções em logísticas integradas.